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BPC não gera pensão por morte? Existe uma saída que poucos conhecem

Se você ou seu companheiro recebe o BPC-LOAS, saiba: esse benefício não gera pensão por morte. Mas existe uma estratégia legal que pode mudar esse cenário.

JN Joaquim Neto Barbosa 7 min de leitura Conteúdo apoiado por IA · revisado pela equipe
Mãos envelhecidas de casal de agricultores entrelaçadas sobre mesa de madeira, iluminadas por luz natural.

Imagina a dona Severina, 61 anos, agricultora do Agreste pernambucano. Ela nunca teve carteira assinada. Tentou a aposentadoria rural na Justiça e perdeu. Hoje recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada — um auxílio do governo federal para quem tem renda muito baixa). O marido dela, seu Antônio, de 64 anos, está doente. E a dúvida que tira o sono dela é: se ele falecer, eu fico com o quê?

A resposta que muita gente não sabe é: se ele também recebe o BPC, não sobra nada. Esse benefício não gera pensão por morte. Mas existe uma saída. E é mais simples do que parece.

O problema com o BPC-LOAS

O BPC (Benefício de Prestação Continuada), criado pela LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social — a lei que regulamenta a ajuda do governo a quem não pode se sustentar), é um benefício assistencial. Isso significa que ele não é uma aposentadoria. É uma ajuda do governo federal para quem tem dificuldade financeira.

E por ser uma ajuda assistencial, ele tem regras bem diferentes da aposentadoria normal do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social):

  • Se o titular falecer, não gera pensão por morte para a companheira ou companheiro.
  • Quem já recebe o BPC não pode receber pensão por morte ao mesmo tempo. As duas coisas não acumulam.

Então, se o casal depende do BPC e um deles morre, o que sobrou? Só o BPC de quem ficou vivo — e olhe lá.

Mas perder uma ação não significa perder todos os caminhos

É aqui que entra a estratégia que muita gente não conhece.

O INSS tem uma figura chamada segurado facultativo (a pessoa que não está trabalhando, mas decide pagar o INSS por vontade própria). Donas de casa, estudantes, desempregados — qualquer pessoa que não tenha vínculo de emprego formal pode se inscrever como segurada facultativa e contribuir mensalmente.

E isso muda tudo.

Veja o exemplo do seu José, 58 anos, que mora no interior de Pernambuco com a esposa dona Conceição, 55. Ele nunca trabalhou com carteira. Ela nunca trabalhou com carteira. Os dois vivem com dificuldade financeira. Ela tentou o benefício pelo tempo como agricultora, não conseguiu na Justiça.

Se ela se inscrever como segurada facultativa e começar a pagar o INSS agora, ela começa a construir um tempo de contribuição. Com o tempo certo, ela pode pedir uma aposentadoria de verdade — previdenciária, não assistencial. E essa aposentadoria gera pensão por morte para o seu José se ela falecer primeiro.

Simples assim.

Quem pode usar essa estratégia?

Essa opção é especialmente útil para:

  • Trabalhadores rurais e agricultoras que tentaram a aposentadoria rural na Justiça e não conseguiram.
  • Quem recebe o BPC e quer garantir alguma proteção para o cônjuge ou companheiro.
  • Quem ainda tem tempo para contribuir e quer deixar a família protegida.
  • Donas de casa que nunca tiveram emprego formal, mas querem garantir um benefício próprio no futuro.

Quanto custa contribuir como segurado facultativo?

Existem diferentes alíquotas (porcentagens de desconto), dependendo do plano que você escolher. A mais simples e barata é o Plano Simplificado, com alíquota de 11% sobre o salário mínimo. Existe também uma opção de 5% para donas de casa de baixa renda que já participam do CadÚnico (Cadastro Único — o cadastro do governo para famílias de baixa renda).

O valor exato depende da sua situação. Vale calcular com calma.

E quem já recebe o BPC pode contribuir como facultativo?

Essa é uma dúvida importante. O BPC tem regras de renda que precisam ser respeitadas. Começar a contribuir como facultativo pode mudar sua situação. Por isso, antes de tomar qualquer decisão, é essencial avaliar o seu caso específico com um advogado previdenciário. Uma mudança sem planejamento pode colocar o BPC em risco.

O que você pode ganhar com isso?

Veja o quadro geral:

SituaçãoGera pensão por morte?
Recebe BPC/LOASNão
Tem aposentadoria do INSSSim
Contribuiu como segurado facultativo e se aposentouSim

A diferença é enorme para quem fica.

Perguntas frequentes

Posso me inscrever como segurado facultativo mesmo sem nunca ter trabalhado? Sim. Qualquer pessoa que não esteja trabalhando com carteira assinada ou como autônomo pode se inscrever. Basta não ter vínculo de emprego ativo no momento.

Se eu perdi uma ação de aposentadoria rural na Justiça, ainda tenho opções? Sim. Perder uma ação não fecha todas as portas. A contribuição como segurado facultativo é uma das alternativas que pode ser avaliada. Cada caso é diferente, mas vale conversar com um advogado previdenciário.

Quem recebe o BPC pode começar a contribuir sem perder o benefício? Depende. Existem regras de renda que o BPC exige. Qualquer mudança precisa ser avaliada com cuidado antes de agir. Uma decisão errada pode colocar o benefício atual em risco. Por isso, não tome essa decisão sozinho — consulte um especialista.


Se você está nessa situação — ou conhece alguém que está —, vale muito a pena conversar. Às vezes, o caminho que parece fechado tem uma virada que você ainda não viu. Entre em contato com nossa equipe pelo WhatsApp (81) 98976-3666. A gente analisa o seu caso e explica, sem complicação, o que é possível fazer.


Este texto tem caráter informativo. Cada caso requer análise individual. Para uma avaliação personalizada, fale com nossa equipe pelo WhatsApp (81) 98976-3666.

Tags: BPC LOAS pensão por morte segurado facultativo aposentadoria rural

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