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Professor com Tendinite: Como Conseguir Benefício Quando o INSS Nega

90% dos pedidos de auxílio-doença são negados pelo INSS na primeira tentativa. Para professores com tendinite, a situação é ainda mais complicada.

JN Joaquim Neto Barbosa 6 min de leitura Conteúdo apoiado por IA · revisado pela equipe
Mãos de professor segurando giz, mostrando sinais de desgaste pelo uso repetitivo na profissão docente

Dona Carmem dá aula há 25 anos. Nas últimas semanas, mal consegue segurar o giz. A dor no punho é constante. Quando vai ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedir auxílio-doença, ouve que “está apta para o trabalho”. Mas como trabalhar se não consegue nem escrever no quadro?

Essa história se repete todos os dias no Brasil. Professores desenvolvem tendinite pelos movimentos repetitivos da profissão. Mas o INSS costuma negar esses pedidos.

Por que professores desenvolvem tendinite

A tendinite acontece quando os tendões ficam inflamados pelo uso excessivo. No caso dos professores, várias atividades causam o problema:

  • Escrever no quadro todos os dias: o movimento repetitivo do braço e punho inflama os tendões
  • Corrigir pilhas de provas: horas segurando caneta na mesma posição
  • Carregar materiais pesados: livros, provas, equipamentos para a sala
  • Postura ruim: ficar em pé por horas, com o braço levantado

O seu João, professor de matemática, conta que a dor começou devagar. Primeiro era só um incômodo no final do dia. Depois virou uma dor constante que não deixava nem dormir.

Por que o INSS costuma negar

O INSS tem uma visão muito restrita sobre tendinite. Os médicos peritos (profissionais que fazem o exame no INSS) muitas vezes não consideram:

  • A intensidade da dor: acham que “um pouco de dor” não impede o trabalho
  • Os movimentos específicos da profissão: não entendem que escrever no quadro é diferente de outras atividades
  • O agravamento do quadro: ignoram que continuar trabalhando piora a lesão

Resultado: cerca de 90% dos pedidos de benefício por incapacidade são negados na primeira análise.

Como comprovar a tendinite para o INSS

Para ter chances de aprovação, você precisa de documentação forte:

Exames médicos completos:

  • Ultrassonografia dos tendões
  • Ressonância magnética (se necessário)
  • Raio-X para descartar outras causas

Laudos detalhados:

  • Ortopedista ou reumatologista deve explicar a gravidade
  • Mencionar que os sintomas impedem as atividades de trabalho
  • Relacionar a doença com os movimentos repetitivos da profissão

Histórico de tratamento:

  • Receitas de medicamentos para dor e inflamação
  • Sessões de fisioterapia
  • Afastamentos anteriores

E se o INSS negar mesmo assim?

Não desista. A negativa inicial não é o fim da linha.

Opção 1: Recurso administrativo Você pode pedir para o próprio INSS revisar a decisão. Mas, na prática, raramente dá resultado. O mesmo órgão que negou vai analisar de novo.

Opção 2: Justiça Federal Esta é a alternativa mais efetiva. Um juiz independente vai analisar seu caso. Muitas vezes, o magistrado (juiz) determina uma nova perícia médica, mais detalhada.

A dona Sandra, professora de português, teve seu pedido negado três vezes pelo INSS. Quando levou para a Justiça, conseguiu não só o auxílio-doença, mas também o pagamento retroativo de todos os meses que ficou sem receber.

Cuidados durante o processo

Continue o tratamento: mesmo com a negativa, não pare de se cuidar. Isso prova que o problema é sério.

Documente tudo: guarde todos os exames, receitas e atestados. Cada papel pode fazer diferença no processo.

Não volte ao trabalho sem alta médica: se forçar a volta, o INSS pode usar isso contra você, dizendo que você estava apto o tempo todo.

Quando a tendinite pode virar aposentadoria por invalidez

Em casos graves, a tendinite pode evoluir para incapacidade permanente. Isso acontece quando:

  • Os tendões ficam muito danificados
  • A dor não melhora nem com cirurgia
  • Outros problemas aparecem junto (síndrome do túnel do carpo, bursite)

Nesses casos, é possível pedir aposentadoria por invalidez ao invés de auxílio-doença temporário.

Perguntas frequentes

O INSS pode obrigar o professor com tendinite a voltar ao trabalho? Se você tem auxílio-doença aprovado, só volta ao trabalho com alta médica do próprio INSS. Ninguém pode te forçar a trabalhar enquanto o benefício estiver ativo.

É possível aposentar por tendinite antes dos 65 anos? Sim, se a tendinite for considerada incapacitante e permanente. É a aposentadoria por invalidez, que não tem idade mínima.

Quanto tempo demora um processo judicial contra o INSS? Varia muito, mas geralmente entre 1 a 2 anos. Durante esse período, é comum o juiz determinar que você receba o benefício enquanto espera a decisão final.

Não enfrente o INSS sozinho

Ter um advogado especializado faz toda a diferença. Sabemos quais exames pedir, como apresentar o caso e quando é melhor ir direto para a Justiça.

Se você é professor e está com tendinite, não aceite a primeira negativa do INSS. Cada caso é único e merece análise detalhada.

Precisa de orientação sobre seu caso? Nossa equipe está preparada para avaliar sua situação e mostrar o melhor caminho. Entre em contato pelo WhatsApp (81) 98976-3666 e tire suas dúvidas sem compromisso.


Este texto tem caráter informativo. Cada caso requer análise individual. Para uma avaliação personalizada, fale com nossa equipe pelo WhatsApp (81) 98976-3666.

Tags: auxílio-doença professor tendinite

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